quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Privilegiados


   No Vitória parece haver alguns sócios privilegiados. Lembro-me de pelo menos três situações que justificam esta minha afirmação. A primeira ocorreu numa assembleia geral, no tempo em que ainda o Eng. Julio Mendes era vice-presidente. Nessa altura houve um associado, António Lopes, que teve o privilégio de colocar uma questão a Julio Mendes. O privilégio não foi colocar a questão, foi a forma como esta foi respondida. Na altura Julio Mendes trazia já a resposta preparada, tendo mesmo recorrido ao uso de uma pen. Ai está algo que não está ao alcance de todos, só alguns têm o privilégio de adivinhar quais as questões que a direcção gostaria de ouvir. Entendeu-se logo ali que existia uma relação estranha entre esta direcção e alguns associados, entendeu-se também que havia quem estivesse disposto a colocar á direcção perguntas encomendadas. É triste mas assim vai gerindo esta direcção o clube, com falsas encenações, tentando criar a ilusão que tudo vai bem e que a competência abunda. A segunda situação que me leva a dizer que há associados privilegiados ocorreu também numa assembleia geral, na última. Certamente todos se recordam que João Cardoso deu permissão para que um associado fala-se fora do período destinado á intervenção dos sócios. João Cardoso disse na altura que iría permitir a título excepcional que um associado fala-se fora do período indicado. Curiosamente essa mesma intervenção, feita a título excepcional, apenas serviu para enaltecer a direcção. Curioso também foi o facto de o privilegiado, que pôde falar fora de tempo, ser novamente António Lopes. Mais uma vez voltámos a assistir a uma triste encenação, que não serviu se não para tentar amenizar aquela que seria previsivelmente uma assembleia geral muito complicada para a direcção. Por fim o terceiro motivo, aquele que me leva a escrever este post, ocorreu no jantar de comemoração do 89º aniversário do Vitória. Tal como se pode ver na imagem que ilustra o post, há alguns associados que têm direito a privilégios especiais. Fiquei muito surpreendido quando ao ver o video sobre o aniversário do Vitória, na guimarães tv, reparei neste pequeno pormenor, afinal houve quem tivesse direito a lugar reservado, a placa com o nome e á honrosa menção sobre os 25 anos de filiação. Mais uma vez quem é o privilegiado, António Lopes. Não consigo entender o que terá de tão especial o associado António Lopes, afinal o que faz dele tão distinto associado? Também eu tive a honra de receber neste último aniversário o emblema dos 25 anos de associado, mas não me recordo de ter tido o privilégio de me reservarem um lugar, ou de terem feito uma placa com o meu nome referindo que completava 25 anos de sócio. Porquê os 25 anos que eu e mais 352 associados completámos não são iguais aos de António Lopes? Não deveríamos ter todos os mesmos direitos? São situações como esta que me entristecem, que me demonstram que quem está á frente do Vitória não sabe o que é o Vitória. Não queria placa nenhuma, nem lugar reservado nem qualquer tipo de privilégio, queria isso sim que houvesse igualdade entre todos, que não existissem compadrios. Pois não me considero nem mais nem menos vitoriano do que ninguém, sou simplesmente vitoriano. Pois para mim só há um tipo de vitorianos, aqueles que sentem o clube, que vivem intensamente cada dia, que choram e que riem com o Vitória, aqueles que entendem que passe quem passar pelo Vitória o clube perpetua-se e será sempre muito maior do que qualquer associado, presidente ou jogador. Para mim um vitoriano é todo aquele que sente o clube, seja em que situação for, aquele que não têm simpatias por mais nenhum clube, aquele que ao ver o Vitória dentro de campo sente que estão ali estão inúmeras gerações de vimaranenses ávidos de sucesso e glória. Para mim ninguém é mais vitoriano do que ninguém só porque têm um número de sócio mais baixo, ou porque é mais rico ou mais pobre, só porque já esteve ou não directamente ligado ao clube. Não para mim ou se é vitoriano ou não se é. Por isso acho que todos devemos ser alvo dos mesmos privilégios e todos nos devemos unir para levar bem alto o nome do Vitória.
   Fico por isso triste quando vejo que quem está a frente dos desígnios do Vitória, não entende algo tão básico com a essência de se ser vitoriano. É algo que é inerente aos vitorianos, o espírito de união, de família foi o que permitiu ao Vitória crescer, foi o que fez dos vitorianos uma força única. O sentimento de bairrismo foi o que sempre nos fez ser únicos, o orgulho que temos em ser vimaranenses e vitorianos, a capacidade de nos unirmos para superar-mos obstáculos, sempre nos ajudou a vencer e a demonstrar que não há metas impossíveis para o Vitória. Lembro-me da forma como me ensinaram a ser vimaranense e vitoriano, cresci a ouvir histórias da cidade e do clube. Contaram-me como as pessoas se uniam, como se vivia intensamente e apaixonadamente cada conquista do clube. Vi o orgulho nos olhos de quem me contava essas histórias, a forma como falavam do Vitória, parecia que estavam a falar de um filho. Aquele era o maior legado que me podiam deixar, ser vitoriano, pois isso representava a essência de ser vimaranense e representava uma paixão que os acompanhou por toda a vida. Ao recordar essas histórias, que me eram contadas, imagino como era bom ter podido ver o Vitória a jogar na Amorosa ou como era bom ver esse tipo de vitorianos a frente do nosso clube.
   Acredito por isso que esta tendência da nossa direcção em privilegiar alguns associados não serve mais do que para dividir a família vitoriana. Este tipo de atitudes só pode ser tomada por quem não sente o Vitória, não conhece o clube e não sabe o que é ser vitoriano. Digo por isso que, mais do que por uma razão de resultados, esta direcção têm que sair. Têm que sair por uma questão de valores de éticos, têm que sair por falta de alma e paixão vitoriana, têm que sair porque não sabe o que é o Vitória, têm que sair porque está a matar a mística vitoriana e têm que sair porque se serve mais do Vitória do que serve o Vitória.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Outra Vez


   Mais uma vez o Vitória voltou a perder, algo que é já bastante preocupante. Esta época o Vitória realizou já 11 jogos oficiais, dos quais ganhou 2, empatou  2 e perdeu 7. Tendo marcado no total 10 golos, o que dá uma média de 0,9 golos por jogo, contra 19 golos sofrido, que representam uma média de 1,72 golos sofridos por jogo. Algo que é muito mau para um clube como o Vitória. Podemos até dizer que dos 6 jogos feitos para o campeonato 4 deles foram contra equipas europeias, da última época. E que dos primeiros 6 classificados do último campeonato só nos falta jogar com o Sporting, e que esse é o nosso próximo adversário. Mas que o Vitória iría ter um início de época bastante complicado já nós sabíamos há bastante tempo, só não sabíamos é que iria começar tão mal. Não podemos aceitar estes resultados como normais, nem podemos arranjar desculpas para justificar este mau início de época. Isso é o que faria um clube sem ambição, um clube que esteja habituado a fiacar a meio da tabela e esteja habituado a não lutar por nada, um clube assim é que pode achar estes resultados normais. Mas como eu acredito que o Vitória é muito mais do que isso, não aceito estes resultados, nem aceito que em 11 jogos o Vitória só ganhe 2. Não isso é vergonhoso, não vamos disfarçar as coisas, o Vitória está em crise. Não vamos pensar que as coisas melhoram, porque se nada for feito as coisas não vão melhorar. Vamos responsabilizar quem têm que ser responsabilizado. Já houve um treinador que se demitiu e todos vimos que as coisas não melhoraram, continuamos a perder. Não vamos agora dizer que a culpa dos maus resultados é do Rui Vitória. Ele ainda agora aqui chegou. Será que voltar a trocar de treinador resolveria alguma coisa? Eu não acredito nisso. Acredito isso sim que quem é culpado pela situação em que o Vitória se encontra deve ser responsabilizado por tal. E para mim os responsáveis por esta situação são Emilio Macedo e a restante direcção. Restam por isso dois caminhos possíveis para os vitorianos, ou o cminho da aceitação, ou o caminho da luta por um Vitória melhor.O caminho da aceitação é o mais fácil, não se faz nada deixa-se rolar as coisas e logo se vê o que vai dar. É o caminho que devemos escolher se acreditar-mos que esta direcção têm feito um bom trabalho e que seria impossível fazer melhor. Têmos é que repensar o que é o Vitória, e o que queremos para o Vitória. Porque com estes resultados o mais normal será ver o Vitória ficar a meio da tabela classificativa e nunca lutar por nada. Isso será, quanto a mim, o resultado a que levará o caminho da aceitação. Por outro lado temos um caminho de luta por um Vitória melhor. É um caminho mais trabalhoso, que irá exijir sacrifícios e que levará o seu tempo a ter resultados. A luta por um Vitória melhor faz-se não agredindo os jogadores, não assobiando a equipa nos treinos e nos jogos e não deixando de ir ao estádio, mas sim responsabilizando os culpados. Emilio Macedo e os seus pares devem ser esponsabilizados pelo que estão a fazer ao Vitória. Acho que já chega de amadorismo e de incompetência, está na hora de defenir-mos um rumo para o Vitória. E quanto a mim esse rumo não se fará nem com Emilio Macedo nem com nenhum elemento da actual direcção, para mim eles já deram provas mais do que suficientes de que são incapazes de fazer mais e melhor. Acredito também que o melhor para o clube e para eles seria que tivessem a dignidade de saírem pelo próprio pé, mas não acredito que isso aconteça. Por isso acho que está na hora de nós vitorianos dizermos que chega, não queremos mais ver o Vitória assim. Está na hora de provocar-mos eleições antecipadas e mostrar-mos a Emilio Macedo, Paulo Pereira e afins que os seus dias de incompetência a frente do Vitória estão a acabar.
   Eu enquanto vitoriano nunca vou desistir, nunca deixarei de ir ao estádio e de apoiar o Vitória, nem nunca deixarei de acreditar que é sempre possível fazer mais e melhor. Fui ensinado a acreditar no Vitória, a sonhar com conquistas e com grandes equipas. Muitas vezes vi as grandes equipas e só nunca vi as conquistas porque algumas vezes essas nos foram roubadas por arbitragens vergonhosas. Mas nunca deixei de acreditar que um dia vamos conseguir, um dia vou poder olhar para as bancadas e ver sorrisos, um dia vou poder festejar como nunca podémos. Mas sei que esse dia está longe e ao ver o que esta direcção vai fazendo, sei que esse dia fica ainda mais longe. Por isso digo que temos que lutar, e perceber que o Vitória esta mais forte do que nunca, está é mal gerido. Porque no dia em que o Vitória for bem gerido, em que houver paixão pelo Vitória na direcção, no dia em que a direcção sinta e acredite no Vitória como nós vitorianos acreditámos, nesse dia nós vamos ganhar.
   Quanto ao jogo de hoje, com o Maritimo, o Vitória voltou a entrar muito mal, e prova disso mesmo é que aos três minutos já estavamos a perder. Mais uma vez o Vitória ficou em desvantagem antes dos cinco minutos de jogo, algo que vai já sendo preocupantemente habitual. É preciso compreender o que se passa com a equipa, porque é que entra tão nervosa para os jogos e porque é que sofre golos tão cedo. Outra coisa que gostava também de compreender é a insistência de Rui Vitória em Leonael Olimpio. Mais uma vez Leonel Olimpio voltou a ser titular e mais uma vez voltou a fazer um mau jogo. Não consigo compreender porque se insiste em dar a titularidade a um jogador que não acrescenta nada á equipa. Foi notória a melhoria da equipa quando saiu Leonel Olimpio e entrou Barrientos. A equipa ficou mais solta, começou a haver quem fizesse a ligação entre os sectores, deixou de se jogar com base no pontapé para a frente e começaram a surgir as oportunidades de golo. Não compreendo como pode um jogador como Barrientos ser uma segunda escolha. Infelizmente confirmou-se aquilo que já aqui tinha dito, a chegada de Nuno Assis significou a saída de Barrientos da equipa. Algo que não consigo de todo compreender. Não consigo compreender que Barrientos tenha saído da equipa por três motios. Primeiro porque acho que Barrientos e Nuno Assis não jogam na mesma posição, Nuno Assis é 10 e Barrientos é 8. Segundo porque já se viu que Nuno Assis e Barrientos são compatíveis. Terceiro porque a ter que sair alguém da equipa para entrar o Nuno Assis, acho que quem deveria sair era Tosacano que têm estado claramente em baixo de forma. Mas até acho que poderiam jogar perfeitamente os três, Barrientos, Toscano e Nuno Assis, bastava trocar Leonel Olimpio por Barrientos. Mas esta não foi a única dúvida que me ficou depois do jogo de hoje, talvez tenha sido a mais incompreensível, porque acho que realmente Barrientos acrescenta algo á equipa e que por isso deveria ser titular, mas tenho outra grande dúvida. Porque é que não se dá mais tempo de jogo a Soudani? É certo que Edgar está num bom momento e que até têm marcado golos e por isso acho que deve ser titular, mas tmbém acho que Soudani merece mais. O Soudani é diferente do Edgar é mais móvel, é mais forte fisicamente, vêm buscar o jogo mais atrás, segura bem a bola e ganha muitas faltas. Parece-me, no pouco tempo que jogou, que Soudani têm potêncial para ser um bom jogador, pelo que já merecia uma aposta mais séria e já merecia entrar sem que a equipa esteja a perder.
   Mas na verdade o Vitória hoje perdeu por culpa própria, não podemos dizer nada da arbitragem, que foi, para mim, uma das melhores que vi em muito tempo. Podemos isso sim dizer que perdemos porque não quisemos ganhar. Durante os primeiros quarenta e cinco minutos limitamo-nos  a ver o Maritimo jogar. Durante toda a primeira parte o Vitória não teve filosofia de jogo, não teve garra, não teve ambição, não teve nada, limitou-se a chutar a bola para a frente. Depois quando quis ir atrás do resultado já não foi fácil, já estava em desvantagem e já tinha que arriscar deixando espaço para o Maritimo jogar. Até podiamos dizer que tivemos azar, duas bolas nos postes e uma grnade defesa do Peçanha a uma cabeçada do Edgar. Mas na verdade o Maritimo também teve uma bola na barra, uma grande defesa de Nilson a remate de Bába, e um grande corte de Alex quando o avançado maritimista se preparava para fazer o golo. Ou seja o jogo foi equilibrado e o Vitória só perdeu porque deu quarenta e cinco minutos de avanço ao Maritimo.
   Resta-nos agora pensar no que têm sido o Vitória e no que queremos para o Vitória. Depois temos que tomar uma atitude, que leve o Vitória ao rumo que todos queremos, o das Vitórias.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Muito Pouco



   O jogo de ontem foi muito mais do que um simples jogo. Foi a vivência máxima de uma rivalidade com centenas de séculos. Ontem não jogou só o Vitória com o Braga, os vimaranenses também mediram forças com os bracarenses, era uma questão de orgulho.
   Infelizmente o Vitória não ganhou e mais preocupante do que o resultado foi a exibição. Não houve garra, nem determinação, faltou chama ao Vitória. Quando todos esperávamos ver um Vitória forte e autoritário, que dominasse o jogo, fomos surpreendidos por um Vitória sem brilho e extremamente preocupado em não sofrer golos. Ontem o Vitória fez muito pouco para ganhar e deixou o Braga dominar o jogo. Foi triste ver que afinal continuamos a ficar encolhidos depois de marcar um golo, foi triste não conseguir mandar no jogo e foi triste ver um Vitória tão defensivo.
   Ontem pedia-se mais, era um jogo especial, um jogo que nós tínhamos que ganhar. O empate não deixou mais que um sabor de desilusão e de derrota. Nesta altura era fundamental ganhar porque, para além de ser um jogo em casa e os jogos em casa são sempre para ganhar, era importante ganhar para obter os três pontos. Nesta altura dos 15 pontos já disputados o Vitória apenas têm 4 o que é muito pouco, já perdemos 11 pontos. Tendo em conta que dos 5 jogos disputados 3 foram em casa o Vitória tinha que obrigatóriamente ter mais pontos. Começa a ficar cada vez mais difícil recuperar os pontos perdidos e o objectivo europeu vai ficando cada vez mais distante. Sei que ainda só se jogaram 5 jornadas e que ainda faltam 25, mas a exibição de ontem deixou-me mesmo muito preocupado. É que o empate até foi simpático para o pouco que o Vitória fez, contra o muito que o Braga construiu. Não é fácil de se dizer mas a verdade é que ontem a existir um vencedor teria que ser o Braga, pois jogou melhor e teve muitas mais ocasiões de golo. Durante todo o jogo o Vitória apenas teve duas ocasiões de golo, o que é francamente mau, ainda por cima jogando em casa.
   Quanto ao jogo apenas algumas notas. A primeira nota é para Rui Vitóra. Apresentou um onze renovado em relação ao que tinha feito na luz, chegou mesmo a surpreender em alguns casos. Primeiro deixou N´Dyaie no banco, medida com que concordo, já era tempo de o deixar no banco para pensar em algumas atitudes mais irreflectidas que têm prejudicado a equipa. Depois incluiu no onze titular Urreta, um jogador que está á pouco tempo no clube e que por isso foi uma surpresa. Infelizmente não se pôde ver o que representaria a inclusão deste jogador na equipa, pois lesionou-se ainda no aquecimento. Por último deu a titularidade a Nuno Assis, algo que já não foi tão surpreendente. Mas ao longo do jogo acho que Rui Vitória mexeu mal na equipa. É sempre mais fácil falar quando estámos de fora, mas parece-me que as substituições que fez transformaram o Vitória numa equipa ainda mais defensiva, quando era necessário ganhar força no ataque para afastar o Braga da nossa área. Primeiro trocou Toscano por João Alves, uma substituição claramente defensiva. Foi notório que aí Rui Vitória queria ganhar o meio campo, mas abdicou de um médio ofensivo para pôr um médio defensivo, o que fez recuar ainda mais a equipa. Depois pôs Targino, algo que não consegui compreender. Targino estava fora dos eleitos para este jogo, por força da lesão de Urreta, á última da hora, foi chamado e depois jogou. Não compreendo como se pode deixar um jogador fora da convocatória e depois ainda o deixar jogar. A segunda nota do jogo vai para Pedro Proença. O árbitro esteve, no meu entender, muito mal. Não falhou em nenhum lance muito vistoso, mas não teve dualidade de critérios. Mostrou demasiados amarelos a jogadores do Vitória, muitas vezes em faltas que não justificavam a amostragem do cartão, e não mostrou da mesma forma cartões ao Braga. Já para não falar que por diversas vezes os jogadores do Braga se deixavam cair, sem que existisse qualquer falta, e Pedro Proença assinalava falta. Foi assim que teve origem o golo do Braga, Pedro Proença assinalou uma falta inexistente a favor do Braga e na conversão dessa falta surgiu o empate. Foi uma arbitragem enervante e que ajudou a destabilizar a equipa do Vitória. Por fim a terceira e última nota vai para alguns jogadores do Vitória, para Leonel Olimpio, Paulo Sérgio, João Alves e Faouzi. Os quatro já demonstraram não ter qualidade para jogar no Vitória. Quanto a Faouzi até teve alguns bons pormenores ontem, mas concluia sempre mal as jogadas, excepção para a assistência feita a Edgar. Leonel Olimpio não têm classe, decide mal na fase de construção, passa mal e muitas vezes opta por rematar, só remata sempre mal nem na baliza acerta. Paulo Sérgio voltou a lesionar-se, algo que é verdadeiramente anedótico. Joga poucos minutos e mesmo assim passa mais tempo lesionado do que disponível para a equipa. Já para não falar que, no pouco tempo que joga, são mais as asneiras do que as decisões acertadas. Por último João Alves, um jogador que já não têm capacidade para jogar no Vitória. É demasiado lento, não ganha bolas, não constroi jogo e ainda é frequênte perder bolas. Ele até já foi um jogador razoável, mas o seu tempo já passou e já não é jogador para o Vitória.
   Com tudo isto espero que, a noite de ontem tenha sido apenas uma má noite, e que futuramente se possa ver um Vitória muito mais forte e com uma capacidade ofensiva e de mandar no jogo muito maiores.

Taça de Portugal



   Foi hoje realizado o sorteio da Taça de Portugal. Sorteio que determinou como adversário para o Vitória o Moura. Clube que actualmente joga na 2º Divisão e que nesta edição da taça já eliminou o Grijó e o Cinfães. Será certamente um adversário acessível, mas que deverá ser respeitado, pois já uma vez fomos eliminados pelo Mafra, clube que jogava também na 2º Divisão.
   Acredito no entanto que este será um bom jogo para utilizar alguns dos jogadores menos utilizados e para iniciar uma longa caminhada rumo á final.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lamentável?


   A antevisão que Freire faz, à Vitória Tv, sobre o jogo da próxima segunda-feira, foi muito mal conseguida. Primeiro Freire começa por falar na rivalidade entre o Guimarães e o Braga. É algo que me deixa logo desagradado, ver jogadores do Vitória a chamar Guimarães ao Vitória é algo de que não goto e que não posso aceitar. Já é suficientemente mau que os jornalistas chamem Guimarães ao Vitória, quanto mais os próprios jogadores. Para mim é até uma falta de respeito ver jogadores chamarem qualquer coisa ao clube que não Vitória. Depois Freire prossegue a sua antevisão com mais uma declaração inaccreditável, diz que a rivalidade existente fora do campo é lamentável. O que é realmente lamentável é ver jogadores brasileiros, que chegaram à pouco mais que um ano, pensarem que já podem falar sobre tudo. Mas o que é que Freire sabe de Guimarães e de ser Vimaranense para vir opinar sobre uma das rivalidades mais antigas de Portugal.
   Como já aqui escrevi noutras ocasiões Freire não é um jogador de que eu goste muito, preferia ter no plantel o Gonçalo e o Vitor Bastos. Algo que agora depois destas declarações fica, para mim, ainda mais evidente, é sempre melhor ter jogadores portugueses e se possível da casa. Estou certo que nem Gonçalo nem Vitor Bastos fariam estas afirmações. Especialmente Vitor Bastos que é um jogador da casa e que certamente entende o que é a rivalidade com o Braga. Já muitas vezes o disse mas volto a dizer, não faz sentido termos jogadores como Freire no plantel. Ele não é claramente uma mais valia, é certo que ainda é novo e está a evoluir, mas para isso temos cá os nossos. Prefiro que se dê oportunidade aos jovens que vêm dos júniores, Freire têm agora 22 anos o que quer dizer que tinha 21 quando o contrataram, deram-lhe oportunidade e deixaram-no evoluir no plantel sénior, tendo até jogado algumas vezes. Mas já Vitor Bastos que têm agora 21 anos foi emprestado ao Atlético. Não o deixaram ficar no plantel nem o deixaram evoluir naquela que sempre foi a sua casa. É deste tipo de situações que não gosto, aos brasileiros, mesmo que não sejam claras mais valias dá-se uma oportunidade, aos portugueses não se dá. Temos que mudar de mentalidade e entender que muitas vezes os portugueses são até melhores que os brasileiros.
   Espero que se comece a apostar nos nossos jogadores, aqueles que são formados pelas escolas do Vitória. São a muitos níveis extremamente vantajosos, têm qualidade, sabem o que é o Vitória, sentem a camisola, a sua chegada á equipa sénior não representa qualquer custo e a sua eventual venda poderá ainda representar um significativo encaixe financeiro, o que para o clube é óptimo têm muito mais lucro com os jogadores da casa.

Mulheres não pagam


   Na próxima segunda-feira, no jogo frente ao Braga, as mulheres não pagam. Todas as mulheres que queiram ir ver o jogo terão entrada gratuita na porta 17, na bancada topo norte. Esta medida já não é nova, de vez enquando o Vitória oferece às vitorianas a oportunidade de verem o Vitória gratuitamente. É algo de que pessoalmente não gosto muito. Acho que não faz sentido oferecer entradas gratuitas para as mulheres e ter milhares de vitorianos que pagam para poder ver os jogos. Compreendo que numa ocasião excepcional, como por exemplo no dia da mulher, esta poderia até ser uma boa medida, mas começa a ficar demasiado usual. Todos os anos se abrem as portas ás mulheres em diversas ocasiões. O que faz desta medida uma medida injusta. Os vitorianos pagam todo o ano a sua quota, pagam a sua cadeira ou então pagam um bilhete suplementar em cada jogo, mas nunca têm uma oferta do clube. Logo ao repetir-se esta iniciativa começa a criar-se uma certa injustiça. Não quero com isto dizer que os vitorianos tenham que receber uma oferta, só porque pagam as suas quotas e as suas cadeiras. Não nada disso, sempre paguei e sempre pagarei as minhas quotas e não quero nada por isso. Faço-o porque gosto do Vitória. O que digo é que é preciso ter um certo cuidado com este tipo de ofertas, não se pode cair no erro de as vulgarizar. Coisa que o Vitória começa agora a fazer, pois na verdade este tipo de iniciativa já vai sendo tão habitual que já não surpreende nínguem.
   Não tenho nada contra o facto de ter mulheres no estádio, muito pelo contrário, todos os vitorianos são poucos sejam eles homens, mulheres, crianças ou séniores. Não gosto é de ver abrir as portas do estádio, a não ser que seja em ocasiões mito especiais. Compreendo no entanto que esta é uma altura algo especial, é o primeiro jogo de Rui Vitória em Guimarães, é o regresso da equipa a casa depois das situações conturbadas que viveu e nesse sentido concordo que é importante ter muita gente no estádio. É essêncial unir a família vitoriana em torno da equipa e começar a recuperar o tempo perdido. Por isso até não acho mal realizar esta iniciatíva neste jogo, só espero é que durante toda a época, se voltar a haver porta aberta para as mulheres que seja apenas no dia internacional da mulher.
   O próximo jogo calha num mau dia e a uma má hora, mas é fundamental que todos os vitorianos estejam presentes, vamos apoiar a equipa e regressar aos grandes jogos e as grandes vitórias.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Basta


   Chega de incompetência. É ridícula a forma como Emilio Macedo gere o Vitóra. Tenho vergonha cada vez que vejo o nome do nosso clube associado a um presidente assim. A forma amadora como está a descredibilizar o Vitória é assustadora. Já por mais do que uma vez pudemos ver que Emilio Macedo não sabe o que é o Vitória, não entende a sua dimensão. Mas esta última tendência de apenas se apressar para criticar os vitorianos é triste, cobarde e incompetente. 
   Numa altura em que é crucial haver união entre os vitorianos e em que se deve contribuir para um clíma de calma e tranquilidade em torno da equipa Emilo Macedo faz exactamente o oposto. Agora resolveu contribuir para toda esta confusão entre Manuel Machado e Rui Vitória. Pena é que não se tenha lembrado de defender o Vitória noutras situações. Ninguém o viu marcar conferências de imprensa para falar sobre o roubo da luz, ou para falar sobre as lamentáveis declarações de Pedro Henriques na Tvi, que disse que para além dos três penalties marcados ficou ainda um por marcar. Porque é que ninguém o ouviu falar? Por incompetência, por medo das consequências ou porque o visado seria o Benfica? Não sei porque terá sido sei apenas que em relação a esse assunto não o vimos fazer conferências de imprensa ou lançar comunicados oficiais no site. Ou seja quando o Vitória é claramente prejudicado por terceiros, pessoas estranhas ao clube, Emilio Macedo limita-se a dizer que vai estar atento. Mas já agora vai estar atento a quê? Ele não estava já atento? Andava a dormir? É que infelizmente as más arbitragens não são de hoje. Não sei como pode Emilio Macedo dizer, agora, que vai ficar atento, mas então a famosa arbitragem de Soares Dias, durante o mandato de Emilio Macedo, não foi já motivo para o ter deixado atento. Enfim isto são declarações tristes e vergonhosas umas atrás das outras.
   Mas as más decisões de Emilio Macedo não se ficam por aqui, soube-se agora que toda esta história, de troca de palavras entre Manuel Machado e Rui Vitória, teve início num episódio ocorrido no final da época passada. Ao que parece Rui Vitória na altura foi contactado pelo Benfica que lhe disse que Manuel Machado tinha sido despedido e que ele seria o novo treinador do Vitória. Mas afinal o que têm o Benfica a ver com esta situação? Com que direito é que o Benfica se mete num assunto que é só nosso? Como poderia o Benfica saber se Manuel Machado tinha ou não sido despedido? Foi apenas uma forma baixa e vergonhosa que o clube da luz encontrou para destabilizar o Vitória. Mais uma vez fomos prejudicados pelo clube da luz e na altura tal como agora quanto a isso nem uma palavra. Depois dessa situação o que fez Emilio Macedo? Cortou relações com o Benfica e fez uma conferência de imprensa a expor e repudiar a atitude do Benfica? Não, isso era o que qualquer bom presidente teria feito na altura, mas Emilio Macedo não é nem nunca foi um bom presidente. Preferiu, desde essa altura, emprestar duas vezes o nosso estádio ao Benfica e ir lá pedir o Urreta emprestado. É uma atitude francamente melhor, perante aquele que claramente, aos olhos de todos, apenas nos prejudica Emilio Macedo faz uma vénia e presta vassalagem. Para além de claramente incompetente, amdador e incapaz de gerir os destinos do Vitória, Emilio Macedo, é também patético.
   Também não gostei da atitude de Manuel Machado. Na altura em que saiu reconheci que tinha estado muito bem, não tinha lançado criticas, nem tinha criado problemas. Tinha saído como um verdadeiro vitoriano, reconhecendo que era mais parte do problema do que da solução e não contribuindo para o clíma de instabilidade que então se vivia. Todos sabemos que o fracasso de Manuel Machado não foi só dele, esta direcção também contribuiu de forma muito evidente para que as coisas não corressem bem. Mas não era necessário Manuel Machado dize-lo para que todos o soubessemos. Enalteci por isso a forma como ele saiu na altura, pois demosntrou uma clara preocupação com a recuperação emediata da equipa, que era o que interessava a todos os vitorianos. Mas agora já não se pode dizer o mesmo. As palavras de Manuel Machado são completamente desnecessárias. Não vêm em boa altura e não lhe fica bem estar a criticar desta forma Rui Vitória. Se antes Manuel Machado contribuiu, com o seu silêncio, para uma pacificação do ambiente vivido no Vitória, agora está a fazer claramente o oposto. Agora ele está a incendiar os ânimos, está a contribuir para que haja instabilidade no Vitória. Não digo que ele não tenha razão no que diz, digo, isso sim, que a forma como resolveu falar e expor toda a situação não são as mais correctas. Enquanto associado do Vitória Manuel Machado têm locais bem mais apropriados para expor a situação. Não é necessário recorrer á comunicação social, contribuindo-se assim para uma maior instabilidade e descredibilização do Vitória. Infelizmente Manuel Machado aguentou pouco tempo sem falar, o seu mau feitio veio ao de cima e com isso perdemos todos. Perdem os vitorianos, pois a imagem do clube é afectada, perde o Vitória, pois a instabilidade em volta da equipa aumenta, perde a direcção que mais uma vez é exposta ao ridículo e a incompetência e perde Manuel Machado, pois estas declarações em nada o o beneficiam apenas lhe dão uma má imagem.
   Fiquei ainda bastante surpreendido quando hoje vi declarações num jornal desportivo do presidente do Paços de Ferreira, ele desmentia a existência da famosa cláusula no contrato de Rui Vitória. Não fiquei surpreendido por não haver clásula, fiquei surpreendido pois teve que ser o presidente do Paços a esclarecer a situação. Emilio Macedo chegou a um nível tão baixo que agora até o presidente do Paços têm que vir dizer aquilo que Emilio Macedo é incapaz de dizer. Chegamos a um ponto em que já toda a gente sabe que não se pode esperar nada de bom de Emilio Macedo. Até os presidentes dos outros clubes vêm falar porque já sabem que Emilio Macedo nada dirá, vergonhoso.
   Por fim espero que Emilio Macedo ganhe vergonha e se demita, há muito que ele apenas faz mal ao Vitória. Não podemos ter um presidente que apenas usa a comunicação social para atacar os sócios e que nada faz quando o clube é atacado de fora. Não me esqueço da celeridade com que Emilio Macedo disse que iria processar Miguel Salazar, ou que ia mover um processo para expulsão dos sócios que invadiram o treino, ou ainda como foi rápido a dizer que o facto de os adeptos terem ido ao aeroporto pedir desculpa ao Faouzi não mudava nada, que o processo iria prosseguir. Quando é para atacar os associados Emilio Macedo está sempre pronto e faz comunicados oficiais no site, utiliza a Vitória tv e a comunicação social. Mas quando é para defender o Vitória de roubos de arbitragem escandalosos, como o do último fim de semana, ou ataques como o do Benfica, quando ligaram para o Rui Vitória, que tinham apenas a intenção de destabilizar o Vitória, ai Emilio Macedo nada faz. Fica calado como se nada se passasse, no máximo diz que vai estar atento.
   Tudo isto é vergonhoso e apenas me leva a dizer RUA EMILIO MACEDO.

domingo, 11 de setembro de 2011

Nojo


   Revolta-me a falta de isenção existente na comunicação social em Portugal. Este já não é um assunto novo, mas infelizmente a vergonha é cada vez maior. Cada vez mais vemos a comunicação social defender uns em detrimento de outros. Já aqui tinha dito que, não gostava da forma como a comunicação social trata o Vitória, mas a vergonhosa forma como analisaram o jogo de ontem na Luz parece-me excessivo. Não consigo compreender como é possível haver orgãos de comunicação social a defender aquilo que todos vimos ser um roubo. Mete-me nojo este tipo de jornalismo faccioso, esta defesa constante de tudo o que vêm de Lisboa.
   Hoje é possível ver-se algo realmente inacreditável, perante a arbitragem vergonhosa, de Duarte Gomes, diz a comunicação social que, foi um jogo difícil e que por isso não seria possível decidir sempre bem mas que Duarte Gomes esteve bem na maioria dos lances. Dizem também que ainda que havia mais um penalty favorável ao Benfica. Um penalty que Duarte Gomes não assinalou. Ou seja ainda estão insatisfeitos, certamente queriam mais. Mas a falta de vergonha é tal que há ainda um jornal que destaca Cardozo, dá-lhe uma medalha de prata. Dizem eles que o paraguaio está em grande forma, quatro golos em quatro jornadas transformam-no no melhor marcador da Liga. A ânsia de enaltecer o Benfica e os seus jogadores é tal que leva a isto. Mas a verdade é que o jogador brilhante, ou pelo menos eles assim querem que pareça, é tão bom que podia até já ter cinco golos. Esquecem-se é de dizer que dois dos quatro golos, ou seja 50% dos golos, foram obtidos na conversão de grandes penalidades inexistentes. Não fossem esses penalties e o magnífico jogador teria menos golos do que Edgar. Só que isso não interessa, nem interessa se algum clube foi ou não prejudicado, o que interessa é que o Benfica já têm o melhor marcador do campeonato á quarta jornada, tudo isto é vergonhoso. Mas a falta de vergonha não se fica por aqui, também é possivel ler-se em todos os diários desportivos que o árbitro errou ao assinalar pelo menos a terceira grande penalidade. Nesse lance todos são unânimes em dizer que não houve penalty. Claro que logo de seguida dizem que foi um jogo difícil mas que na maioria dos casos o árbitro esteve bem, como se um penalty mal assinalado fosse uma coisa menor, uma coisa insignificante e sem influência no resultado. O que eles se esquecem de dizer é que foi esse mesmo penalty, o que todos reconhecem que foi mal assinalado, que decidiu o jogo. É que o Benfica ganhou 2-1 e o terceiro penalty é que deu o segundo golo ao Benfica, se não fosse esse golo o Benfica não teria ganho.
   Mas quando olha-mos para os canais televisivos a coisa não melhora, continuam a querer negar o evidente e mostrar que num jogo muito complicado o árbitro até não esteve mal. Basta ver-mos a forma como a Sport Tv analisou todo o jogo, isenção foi algo que nunca existiu e vergonha também não. Foi bem audível o comentário feito pelos seus comentadores quando Duarte Gomes assinalou o segundo penalty. De emediato disseram que El Adoua deveria ser expulso, que o cartão amarelo era pouco. Só que nas várias repetições que deram do lance foi bem visível que a bola toca na barriga de El Adoua e não na mão. Eles bem tentarem mostrar o lance de vários ângulos a ver se pelo menos em alguma das repetições poderia fiacar a dúvida, mas não tiveram sorte foi bem claro que não houve penalty. Mas a tentativa de camuflar a vergonhosa actuação de Duarte Gomes não ficou por aqui. Durante o intervalo repetiram diversas vezes os principais lances da primeira parte, algo que é normal, só que fizeram uma selecção de imagens muito criteriosa. Uma selecção de imagens que defendia os seus interesses e não a verdade do que estava a acontecer. Foi então possível ver-se a repetição do lance que originou o primeiro penalty e ver a conversão do Cardozo. Depois foi possível ver-se o lance que originou o segundo penalty e a conversão do Cardozo no terceiro penalty. Pelo meio ficou engenhosamente esquecida a imagem em que Cardozo falha o segundo penalty e a imagem do lance que origina o terceiro penalty. Estas duas imagens não lhes interessava mostrar. A primeira porque não interessa ver o Cardoso falhar um penalty, se não como podem depois dizer que ele é fenomenal. A segunda imagem, a de N´Dyaie a cortar a bola com a cabeça, era tão escandalosa que até eles tiveram vergonha de mostrar. Ou seja quem apenas visse aquele pequeno resumo ficava com a ideia que apenas tinham existido dois penalties e que o Benfica tinha chegado ao golo nos dois. Isto é gravíssimo é manipulação e falta de isenção ao mais alto nível. Só que as coisas não se ficaram por aqui, quando o Vitória marcou golo prontamente os comentadores se apressaram a dizer que o Benfica se iria reorganizar para chegar ao golo e garantir a vitória. Como se fosse proibido o Vitória ganhar. Mas o mais triste é que isto ocorre num canal pago. Um canal que não é só pago por benfiquistas ou vitorianos ou portistas é pago por todos, logo todos deveriam ser tratados de forma igual. Estou certo que se tivesse visto o jogo de ontem na Benfica Tv teria visto comentadores mais isentos do que os da Sport Tv.
   A forma como a comunicação social analisou o jogo de ontem apenas demonstra que o campeonato português é mesmo uma mentira. Apenas interessa que ganhem os mesmos clubes de sempre, não interessa como, interessa é que no fim sejam eles a ganhar. Isto mete-me nojo, é hora de o Vitória tomar uma posição séria, e fazer estes jornaleiros portugueses entenderem que em Portugal não há só três clubes.

Orgulho


   Hoje tive um enorme orgulho no Vitória. Apesar do resultado o Vitória demonstrou que está a crescer, que está a praticar cada vez melhor futebol e que é, cada vez mais, uma equipa unida e coesa. Voltei a ver um jogo em que o Vitória não temeu o adversário, olhou-o nos olhos e dispotou o jogo. Hoje aconteceu algo que já há muitos anos não acontecia, o Vitória voltou a ter uma vitória moral. Não que isso seja bom, muito pelo contrário, mas é sinal que estamos mais perto de voltar a ver o Vitória de que todos gostamos, um Vitória que joga bom futebol e que nos dá muitas alegrias. Apesar da derrota esta equipa dá-me cada vez mais confiança, confiança de que uma boa época poderá estar a caminho, confiança de que vamos voltar a ver um Vitória que nos encha de orgulho.
   Quanto á mentira do jogo de hoje pouco tenho a dizer. Foi uma escandalosa arbitragem de Duarte Gomes. Um árbitro que apenas demonstrou o que já tinha dito no site relvado, "Sou adepto do Benfica. Sempre fui.". Não consigo compreender como é que um árbitro, depois de declarações como esta, pode ser nomeado para um jogo do Benfica. Isto é o mais puro exemplo da corrupção que existe no campeonato português. São situações assim que afastam as pessoas dos estádios e que descredibilizam o futebol em Portugal. Mas infelizmente como, mais uma vez, o beneficiado foi o Benfica ninguém vai dizer, nem fazer nada. Provavelmente vamos até ver os comentadores televisivos a dizer que, por este ou por aquele motivo, poderia haver uma qualquer forma de o árbitro ter interpretado aqueles lances como penalties. Mas o que eu gostava de ver e ouvir, era o Sr. Vitor Pereira. Gostava de o ouvir analisar as arbitragens, tal como fez tão prontamente depois do Vitória-Benfica da época passada. Gostava de ver como iria ele agora justificar esta vergonhosa arbitragem de Duarte Gomes, que desculpas iria ele inventar.
   Hoje o Vitória entrou bem, entrou ao ataque a tentar disputar o jogo de igual para igual. Estava a ser um bom jogo, jogava-se no campo todo e havia oportunidades de golo. Mas de repente Duarte Gomes resolveu inclinar o campo e acabar com o jogo. Em apenas poucos minutos marcou três grandes penalidades, melhor inventou três penalties. Para mim nenhum dos três lances é penalty. Mas os lances que originaram o segundo e terceiro penalties são anedóticos. São realmente inacreditáveis. No primeiro "penalty" não há falta, o N´Dyaie vai a correr com os olhos na bola, depois Saviola que ia a sua frente resolve travar a corrida e N´Dyaie tropeceu em Saviola, logo não há falta. Depois no segundo "penalty" há imagens que demosntram claramente a bola a ser cortada por El Adoua com a barriga, que eu saiba é legal jogar a bola com a barriga. Por fim no terceiro e último "penalty" há um remate a queima-roupa que acerta na cabeça do N´Dyaie, logo cortar a bola com a cabeça não é falta. Depois de, em apenas poucos minutos, Duarte Gomes ter viciado o resultado e ter alterado a verdade desportiva, seria muito difícil o Vitória continuar a discutir o resultado. Chegámos assim ao intervalo com um resultado desfavorável de 2-0, com três penalties injustamente assinalados contra nós e com toda uma defesa amarelada. Pensei então que seria muito complicado Rui Vitória acalmar os jogadores, a revolta era certamente muito grande. Mas quando esperava ver o Vitória entrar nervoso na segunda parte enganei-me, a equipa voltou a entrar calma. Rui Vitória tinha conseguido acalmar os jogadores e tinha conseguido que se concentrassem totalmente no jogo, mesmo estando a ser prejudicados de uma forma tão clara. Vi então um Vitória a ir atrás do prejuizo, á procura dos golos e a tentar inverter a situação. Um Vitória que foi muito superior ao Benfica em toda a segunda parte e que meerecia mais do que este vergonhoso resultado. Confirmei que Rui Vitória é mesmo um treinador á Vitória. Quando perdia por 2-1 arriscou e lançou Soudani, ficando a jogar declaradamente ao ataque. Perdemos é certo, mas este é o Vitória de que gosto. Têm vontade, têm crença, têm garra, vai á luta e nunca desiste pois apenas interessa ganhar. Por isso tive orgulho no Vitória hoje.
   Podemos ter perdido, mas hoje o Vitória deu um grande passo rumo ao sucesso, rumo a criação de uma identidade e de uma mística. Hoje a família vitoriana voltou a rever-se no Vitória e este jogo para mais não serviu do que para nos unir a todos, a equipa, aos sócios e ao clube. Perdeu-se um jogo, ganhou-se uma nova esperança.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Patrocínio Triplo


   Finalmente o Vitória apresentou o patrocinador para a época 2011/2012. E não apresentou só um, apresentou três. O principal patrocinador, que vai ter o seu logo na frente da camisola, é a Smile Up, Clínicas Dentárias. Mas para além deste patrocinio há também os patrocinios da Brand e do HPP. A Brand é uma empresa de organização de eventos, que está sediada em Viseu. O HPP é o Hospital da Boavista.
   Fico triste por não ter na camisola do Vitória o patrocinio da Capital Europeia da Cultura 2012, acho que era o mais adequado. Ficaria a ser uma camisola ainda mais histórica. Ainda me lembro da camisola com o famoso patrocinio do Património da Humanidade. É umas das camisolas em que os vitorianos têm mais orgulho, é que, para além de ser do Vitória demonstra a grandeza de Guimarães. Algo que poderia ter voltado a acontecer. Foi pena, mas compreendo que o Vitória não podia nem ceder o espaço para a publicidade a qualquer preço, nem ficar eternamente a espera que esse patrocino chegasse. Compreendo por isso que se tenha optado por outros patrocinadores, pois proposta nos dias de hoje não abundam e se o Vitória as tinha, tinha que as aceitar. Ficando claramente marcada a Fundação Guimarães e a Capital Europeia da Cultura por esta vergonhosa falta de apoio ao Vitória. As divergências existentes entre a direcção do Vitória e a Camara Municipal não deveriam ter impossibilitado este patrocinio. Gente demasiado pequenina e mesquinha não entendeu a dimensão que um patrocinio destes tinha. Neste caso perdeu o Vitória e perdeu Guimarães.
   Espero agora que á imagem do nosso patrocionador esta época nos dê vários motivos para sorrir.

Surpreendente


   Rui Vitória esta a ser uma surpresa muito positiva. Já aqui tinha dito que Rui Vitória é um treinador que me agrada, mas de facto não esperava tanta coisa boa. Gosto do discurso que têm, bastante pragmático, pensa jogo a jogo, não faz grandes promessas nem cria ilusões. Rui Vitória poderia ter chegado e falado logo do apuramento europeu, mas não, embora esse fosse provavelmente o descurso mais fácil, um discurso que iria agradar a maioria dos vitorianos. Mas Rui Vitória preferiu prometer apenas muito trabalho e pensar jogo a jogo. Parece-me que foi a opção mais sensata, não entrou em ilusões, nem tentou prometer o que ficava bem mas não era certo. O trabalho que têm feito transformou o Vitória numa equipa bem mais solta, que joga com alegria. É certo que ainda é cedo para se dizer que Rui Vitória é um grande treinador ou que não é um treinador para o Vitória. Passou ainda muito pouco tempo, apenas esteve no banco por um jogo. Mas a verdade é que a primeira impressão é bastante positiva. Fica a ideia de um treinador exigente, ambicioso, pragmático, que joga ao ataque e que têm um discurso muito realista. É deste tipo de treinadores que gosto, jogam para ganhar, o que interessa é ganhar o próximo jogo, jogando bem, depois o resto logo se vê.
   A juntar a tudo isto surgiu agora uma notícia que me fez gstar ainda mais de Rui Vitória. De acordo com o jornal, O Jogo, Rui Vitória tinha uma cláusula, no seu contrato com o Paços de Ferreira, que lhe permitia sair para o Vitória a qualquer momento. Não era sair a qualquer momento para um clube maior que o Paços de Ferreira, era sair a qualquer momento exclusivamente para o Vitória. Uma cláusula que demonstra bem a vontade que Rui Vitória tinha em ser treinador do Vitória. Normalmente este tipo de cláusulas são feitas para libertar treinadores ou jogadores para clubes maiores ou clubes estrangeiros, mas neste caso a cláusula era apenas aplicável a uma saída para o Vitória. Rui Vitória consegui chegar ao clube onde queria estar e nós também o queremos cá, parece-me, por isso, que se houver a serenidade necessária podemos ter treinador para vários anos.
   Agora é só dar tempo a Rui Vitória, não esquecer que pegou na equipa num momento muito difícil e que não foi ele quem fez este plantel. Com o nosso apoio acredito que Rui Vitória terá resultados muito bons no Vitória.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vergonha


   Infelizmente o aniversário do Vitória fica, pelo segundo ano consecutivo, manchado por uma falta de amor ao clube tremenda. Mais uma vez esta direcção resolveu, não servir o Vitória, mas sim servir-se dele. Isto é vergonhoso, quem faz este tipo de coisas não merece estar onde está. Enquanto vitoriano sinto-me triste por ver, numa data tão especial para todos nós, alguém servir-se descaradamente do Vitória. Não consigo entender como se pode realizar o aniversário do clube sem ser na sua casa. Não faz, para mim, qualquer sentido realizar um jantar num qualquer outro local que não no estádio ou no pavilhão do Vitória. Enquanto vitoriano sinto-me até ofendido com a escolha do Mitpenha para o realização do referido jantar. Parece-me de muito baixo nível haver dirigentes do Vitória a aproveitarem-se do clube de uma forma tão escandalosa.
   Toda esta situação têm de ser pensada e têm de ser parada enquanto é tempo. É bom que de futuro se defina estatutariamente que o aniversário do Vitória terá, sempre, que ser comemorado nas instalações do clube. Para que mais tarde não se diga que, existe uma espécie de tradição de realizar este jantar no Mitpenha. É bom que este seja o segundo, e último ano, em que esta situação vai ocorrer fora das instalações do clube.
   Lembro-me de ter ouvido, na última assembleia geral, Luis Cirilo, dizer que deveria ficar estatutariamente proibida a existência de relações comerciais, paralelas, entre os dirigentes e o Vitória. Realmente não podia concordar mais com essa afirmação, essencialmente numa altura em que as coisas chegaram a um patamar tão lamentável. Revolta-me ver esta direcção servir-se do Vitória, utilizar o clube para fins pessoais e para autopromoção.
   Paulo Pereira, um benfiquista comprovado, já todos vimos o seu cartão de sócio, é useiro e vezeiro em servir-se do Vitória. Agora levou as comemorações do aniversário do Vitória para o seu restaurante, mas já antes se tinha servido do clube, ao utilizar as imagens de Pedro Mendes e Nuno Assis, para promover um espaço seu. Isto é inademissível, em primeiro lugar o simples facto de ser benfiquista é, para mim, o bastante para que nunca possa ser dirigente do Vitória. Em segundo lugar quem utiliza o Vitória para fins pessoais está claramente a mais no nosso clube. Em terceiro lugar, nunca ouvimos da boca de Paulo Pereira uma ideia ou um projecto para o futebol do Vitória. Em quarto lugar a única vez que resolveu falar, mais valía ter estado calado, pois apenas disse que o Vitória não tinha estaleca para jogar finais. Em quinto e último lugar, para além de tudo isto, já todos vimos que Paulo Pereira não têm capacidade para estar á frente do futebol do Vitória, pois as decisões amadoras vão-se sucedendo.
   Todas estas situações têm de ser resolvidas enquanto é tempo. É demasiado grave haver uma direcção que não entende que, para os vitorianos, não existe lugar mais sagrado do que o nosso estádio, a casa do nosso clube. É cada vez mais evidente que nem Emilio Macedo, nem a restante direcção, sabem o que é o Vitória. Eles não sabem o que é ser vitoriano, não sabem como pensam os vitorianos, nem entendem o que representa para um vitoriano receber um emblema de 25 ou 50 anos de sócio. E não entendem porque ninguém nesta direcção têm ou terá um emblema desses tão cedo.
   O Vitória não pode continuar entregue a pessoas que não sentem nem entendem o clube. A pessoas que apenas se servem do clube para interesses pessoais. Se calhar podem pensar que, estar a dizer tudo isto por causa do jantar de aniversário ser no Mit penha é excessivo, mas na verdade não é só isso. Isso é apenas mais um exemplo da péssima gestão em que têm estado mergulhado o Vitória, mais um exemplo de que falta alma vitoriana nesta direcção e mais um exemplo de que para além de incompetente esta direcção não serve o Vitória, serve-se do Vitória.
   Já vai sendo tempo de, uma vez que eles não têm a dignidade suficiente para se demitir, fazer sair esta direcção. Nós temos esse poder, podemos em assembleia geral pedir a destituição da direcção. Basta para isso que exista um abaixo-assinado com um mínimo de 120 assinaturas, e que 80% dos proponentes estejam presentes. Por vezes quando as coisas se arrastam e as pessoas não têm a dignidade de reconhecer que são apenas uma parte do problema, é necessário mostrar-lhes o caminho da saída. Quanto a esta direcção apenas posso dizer uma coisa, tenho vergonha que algum dia os destinos do nosso clube vos tenham sido confiados.
 EMÍLIO MACEDO DA SILVA, RUA!

Triste



   É triste ver como é ainda gerido, de uma forma amadora, o futebol de formação no Viótria. Ao ver o video da Vitória Tv, onde Manuel Fernandes, o director do futebol de formação do Vitória, fala sobre as expectativas existentes para a próxima época, apercebi-me que, afinal há ainda um tremendo amadorismo neste sector. É impensável nos dias de hoje ouvir um director, de um clube como o Vitória, falar como se fosse o director de um simples clube sem tradição. Não podemos esquecer que as escolas do Vitória são das melhores do país, e que todos nós vitorianos esperámos que possam dar ao palntel sénior mais alguns jogadores, como Abreu, Pedro Mendes ou Fernando Meira. Mas para isso é urgente acabar com algumas formas de pensar do século passado e não podemos falar em ser campeões se depois não criarmos uma estrutura para isso.  Digo isto porque, ao longo desta entrevista, houve várias situações que me deixaram, enquanto vitoriano, completamente atónito. Não consigo ver, nestas declarações, alguém que possa fazer crescer o Vitória, muito pelo contrário, pelo que deu para ver a forma de pensar de Manuel Fernandes está já bastante ultrapassada. Posso até dizer que em alguns aspectos esta entrevista me deixou mesmo muito preocupado com o que se passa nos escalões de formação.
   A ideia para a realização da entrevista foi até muito boa, era interessante ouvir o director do futebol de formação, e entender-se quais eram as reais expectativas paras as diversas equipas destes escalões durante esta época, só que o resultado é péssimo. Há três aspectos que acho de uma gravidade extrema, a análise aos Ex-Juniores, aos Iniciados e a parte em que é abordada a exigência.
   Quanto á colocação de ex-Juniores, Manuel Fernandes diz que: Está muito feliz pois têm o Paulo e o Amorim na Liga de Honra e têm quase todos os outros nas segundas ligas. Isso quanto a mim não é motivo de orgulho, seria bom se tivesse alguns, ex-juniores, no plantel sénior, e todos os outros no máximo na liga de honra, isso sim seria um motivo de orgulho. Depois quanto aos ex-juniores continua dizendo que: ficaría bastante satisfeito se dentro de 3 ou 4 anos visse 4 ou 5 ex-juniores nas primeiras ligas. Mais uma vez, uma forma de pensar errada, não interessa formar jogadores para as primeiras ligas. Interessa, isso sim, formar jogadores para o plantel sénior do Vitória. Porque por exemplo, o Hugo Lopes, que foi formado no Vitória, não será para mim motivo de orgulho, quando o vir jogar pelo Braga. O que Manuel Fernades devería ter dito é que espera dentro de dois ou três anos ver ex-Juniores na equipa sénior do Vitória, isso sim seria correcto.
   Mas se as coisas já estavam mal quando falou dos ex-Juniores, piores ficaram quando falou dos Iniciados. Aqui Manuel Fernandes demonstrou claramente que pensa demasiado pequeno para o Vitória, demonstrou uma mentalidade muito pequenina e ultrapassada. Sobre os Iniciados ele disse o seguinte: Se fizermos uma retrospectiva em relação á época passada em termos de golos, temos mais golos marcados do que o Braga. Depois desta afirmação disse ainda: Na segunda fase calhámos no grupo do Porto e é complicado, o Braga perdeu. Mas o que é que nos interessa a nós o Braga? Enquanto vitoriano não quero saber do Braga para nada e revolta-me que se esteja a comparar a formação do Vitória com a do Braga. Não há comparação possível. Só mesmo quem não conhece a dimensão do Vitória e não percebe a força que a formação sempre teve no clube, pode fazr uma afirmação destas. Alguém explique a este senhor que a nós não nos interessa o Braga, interessa-nos sim formar bons jogadores, ganhar campeonatos e ter futuros campeões no platel sénior. Agora se marcámos mais ou menos que o Braga se o Braga perdeu ou não com o Porto ninguém quer saber.
   Por fim quando parecia que já não seria possível piorar, ainda mais, as coisas, Manuel Fernandes foi  capaz de me surpreender. Ao falar da exigência existente nos escalões de formação do Vitória disse que: Nunca prejudicou ninguém, muito pelo contrário, que o treinador que mandou o seu filho embora do Vitória continua no Vitória com ele. Que se prejudicasse alguém esse treinador teria sido o primeiro a ir embora. Perante isto fiquei mesmo muito preocupado. Mas afinal que exemplo é este? Manuel Fernandes acha que fez um grande favor só porque não despediu o treinador que dispensou o seu filho? Mas afinal o que é que interessa, é o valor dos jogadores ou o facto de estes serem filhos dos directores? É que realmente não entendo, Manuel Fernandes fala como se a coisa mais normal do mundo fosse ter despedido o treinador só porque dispensou o seu filho. Isso são formas de pensar que, já há muito, julgava afastadas do futebol, e não consigo ver com bons olhos um director que põe essa possibilidade com algo real. Acho que é lastimável, é vergonhoso e é de uma pouca vergonha a toda a prova pensar-se assim. Porque são este tipo de mentalidades ultrapassadas e viciadas que fazem muitas vezes os clubes perderem grandes jogadores.
   Depois de ver esta entrevista fiquei muito preocupado com o que se passa nos escalões de formação do Vitória e percebi que Manuel Fernandes, tal como Emilio Macedo e seus pares não serve para o Vitória.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Boa atitude


   De acordo com uma notícia, avançada por A Bola, os adaptos que na semana passada invadiram o treino e confrontaram Faouzi terão agora pedido desculpa ao jogador. Ao que parece o jogador foi surpreendido quando chegou ao aeroporto do Porto, depois da deslocação á Madeira, á sua espera estava um grupo de adeptos que queria felicitar a equipa pela vitória e desculpar-se pelos incidentes ocorridos. São assim os vitorianos, capazes do melhor e do pior, num curto espaço de tempo. Sempre com o coração ao pé da boca os vitorianos agem muitas vezes com o coração e não com a cabeça, snedo por isso capazes de surpreender os jogadores pela positiva e pela negativa. O amor ao Vitória leva a que situações assim aconteçam e a que por vezes se perca a cabeça, mas leva também a que se tenha a dignidade de reconhecer os erros. Tal como disse anteriormente os incidentes ocorridos tinham sido motivados pelo desespero que todos viviamos, é certo que alguns se excederam, mas é também certo que foram capazes de reconhecer o erro e de pedir desculpa. Isso não vai apagar o que eles fizeram, mas demonstra que tudo o que a família vitoriana quer é que o Vitória esteja bem.
   Foi uma boa atitude daqueles que há uma semana foram por todos críticados e a quem a direcção se apressou a recriminar. Eu também condenei e condeno aquele tipo de incidentes, mas reconheço que é preciso grande caracter para reconhecer o erro e pedir desculpa. Gostava que esta atitude fosse bem avaliada pela direcção e que á imagem dos adeptos também eles fossem capaz de reconhecer os seus erros. Não para pedirem desculpa, porque isso de nada serviria, mas para pedirem a demissão.

Equipa renovada


   Finalmente voltamos a ver bom futebol. O jogo de ontem, frente ao Nacional, devolveu-nos os sorrissos, que á tanto andavam escondidos. Foi um bom jogo, viram-se boas jogadas e viu-se um Vitória de ataque. Um Vitória como já há muito não víamos, uma equipa, autoritária, segura, confiante e ambiciosa. Como tinha saudades deste Vitória.
   A estreia de Rui Vitória foi bastante promissora, denunciando logo á partida uma nova filosofia. Rui Vitória, como era esperado, não mexeu muito no onze, apenas realizou duas alterações, a alteração forçada de Santana por Teles e trocou Targino por Toscano. Mas a grande mudança operada pelo novo treinador foi na mentalidade dos jogadores, antes tinhamos uma equipa encolhida, que jogava muito recuada e tinha demasiado medo de sofrer golos, agora os jogadores soltaram-se e foram atrás dos golos. Foi possível ver um jogo mais aberto, mais ofensivo, uma equipa mais alegre e uns jogadores mais confiantes. Depois para além das evidentes alterações morais, operadas por Rui Vitória, houve também dois ajustes realizados por Rui Vitória que me pareceram muito acertados, recuou ligeiramente o Barrientos pondo-o a jogar a 8 e Toscano passou a ser um 10, parece-me que os dois jogadores renderam muito mais nestas posições. Foi clara a diferença de dinâmica que estas duas alterações trouxeram. Para o pouco tempo que teve Rui Vitória conseguiu um optimo trabalho, agora aos poucos poderá dar o seu cunho pessoal á equipa e ai poderemos ver quais serão as verdadeiras diferenças entre Rui Vitória e Manuel Machado.
   Quanto ao jogo gostei de ver um Vitória destemido e ambicioso, nunca se satisfez com os golos marcados, foi sempre atrás de mais, assim dá gosto ver. Foi uma equipa completamente renovada, mas com os mesmos jogadores. Renovada na sua vontade, nas suas crenças, na sua ambição e na sua segurança. Os mesmos jogadores uma nova equipa. Uma nova equipa onde brilharam, Toscano, Edgar, Barrientos e Pedro Mendes. Para mim estes foram os quatros melhores, os que estiveram a um nível a que ainda não tinham estado este ano. Toscano foi, uma vez mais, feliz no seu regresso á Choupana, voltou a realizar um grande jogo. Depois dos três golos que lá marcou o ano passado, Toscano, voltou a marcar, atirou uma bola ao ferro num livre directo e teve magia nos pés. Egar fez o que há muito se esperava dele, golos e logo dois. Barrientos esteve em bom nível, principalmente na primeira parte, foi bom a construir jogo a fazer a ligação entre os sectores e a ganhar faltas. Fez um bom jogo, foi sempre muito objectivo, não complicou e defeniu diversos lances de ataque da forma mais adequada. Já Pedro Mendes esteve, finalmente, ao seu nível. Equilibrou a equipa, deu estabilidade ao meio campo, fez jogar e pôs a equipa a funcionar. Foi um bom jogo de toda a equipa, mas em particular destes quatro. Para além de tudo isto apenas me apraz deixar algumas breves notas. Uma para a evidente forma física que o Vitória ainda não têm. Pedro Mendes saiu tocado, Barrientos saiu porque estava já a baixar o seu rendimento e Toscano chegou mesmo a pedir a substituição. O que demonstra de forma clara que é necessário trabalhar a parte física. Outra nota para a displicência de Faouzi, em alta competição não se podem falhar dois lances como os que Faouzi falhou. Primeiro isolado na entrada da área rematou com o pé esquerdo, em arco, mas mais parecia um passe ao guarda-redes. Podia perfeitamente ter seguido com a bola e feito o golo. Depois teve, mais uma vez, uma perdida enervante, sozinho em frente ao guarda-redes voltou a tentar um chapéu. Não se pode ser tão desplicente. Mas apesar destes lances Faouzi acabou até por ter um jogo positivo. Foi lutador, conseguiu diversas vezes estar em jogo, criou boas jogadas e até fez uma assistência. Por fim a última nota vai para Rui Vitória. Gostei da forma como abordou o jogo, não teve medo jogou ao ataque e ganhou. Teve ainda um interessante pormenor que foi, ir chamando jogadores ao banco durante o jogo e ir corrigindo algumas coisas que não estavam como queria.
   Agora é verdade que ontem todos tivemos orgulho na equipa, mas também temos que ter calma. Nem tudo estava mal antes e nem tudo está resolvido agora. Há ainda muito trabalho a fazer, é normal que a equipa demore ainda um pouco a absorver os novos métodos. Não podemos esperar que a partir de agora sejam todos os jogos assim. Temos ainda que ter calma e não desanimar, só com muito trabalho e apoio é que a equipa pode crescer. Mas ontem já todos vimos que finalmente vamos ter um Vitória de ataque, um Vitória que vai sempre atrás do golo. Isso deixa-me animado e dá-me confiança de que esta equipa ainda vai crescer muito. Finalmente acredito que temos uma boa equipa técnica, uma equipa técnica que nos compreende. Que joga  sempre com os pés assentes na terra, cientes das dificuldades, mas que joga jogo a jogo e que joga ao ataque, sempre na busca do golo. Assim temos um futuro promissor.

sábado, 3 de setembro de 2011

Equipa de Sonho


   Tenho saudades de ver o Vitória. Saudades dos tempos em que saíamos do estádio com um sorriso estampado no rosto, dos tempos em que ir ao futebol era sinónimo de festa e alegria. Tenho saudades das grandes equipas e dos grandes jogadores que já passaram pelo Vitória. Ao recordar esses tempos imaginei como seria uma equipa com os melhores jogadores que já vi no Vitória. Tendo em conta que apenas comecei a ir ao estádio no início dos anos 90, esta foi a equipa que idealizei. Na baliza António Jesús, um guarda-redes capaz do impossível, transmitia enorme confiança aos colegas e era um verdadeiro líder. A defesa direito José Carlos, seguro a defender, bastante participativo nos lances ofensívos e bom nos cruzamentos. Criou juntamente com Paneira e Capucho uma ala direita temível. No centro da defesa, Fernando Meira e Geromel. Meira era seguro defensivamente, muito forte no jogo aéreo, forte fisicamente, bom na marcação indívidual e bastante pragmático raramente complicava. Geromel era pura classe. Era rápido, tinha optima capacidade de antecipação, excelente leitura de jogo, era bom a saír com bola e tinha uma boa técnica. No lado esquero da defesa Dimas, um defesaa seguro, sempre bem posicionado, muito regular, bastante ofensivo e bom a cruzar. No centro do meio campo, N´Dinga, exímio a fazer a ligação entre a defesa e o meio campo e o meio campo e o ataque, tinha boa técnica, boa qualidade de passe e boa visão de jogo, era de uma entrega inexcedível e muito bom a recuperar bolas. Ao lado de N´Dinga no meio campo jogaría Vitor Paneira. Um autêntico cérebro, com uma inteligência e visão de jogo muito a cima da média, tinha optima técnica, uma qualidade de passe fantática e era um organizador de jogo como poucos. Na ala direita Pedro Barbosa um jogador charmoso. Tinha uma técnica muito boa, segurava a bola como poucos, fazia jogar os companheiros e era capaz de inventar espaços quando parecia não haver solução. Do outro lado na ala esquerda Zahovic. Um médio muito regular, dava pouco nas vistas mas era extremamente eficaz, estava sempre em jogo, era capaz de fazer passes milimétricos e de desiquilibrar a qualquer momento. A número 10 estaria Dane. Um jogador fantástico, teve o azar de uma grave lesão lhe ter roubado o brilho, mas era um jogador extraordinário. Era um jogador de equipa, tinha um técnica muito evoluida e era único a descobrir soluções para os problemas que surgiam. Por fim no ataque jogaría Saganowski. Um ponta de lança brilhante, forte fisicamente, perspicaz, aparecia quase sempre no sítio certo na altura exacta. Era capaz de fazer golos com o pé direito, com o pé esquerdo e com a cabeça com uma fcilidade estonteante. Era um ponta de lança completo.
   Para completar esta equipa de sonho existiria ainda um banco de luxo, composto por um guarda-redes, um defesa, três médios e dois pontas de lança. O guarda-redes seria Pedro Espinha, muito seguro, pouco espetacular, mas extremamente eficaz. O defesa, Alexandre, era um bom defesa, forte fisicamente, forte no jogo aéreo e bom na antecipação. No meio campo teríamos Paulo Bento, Fredrik e Capucho. Paulo Bento jogava simples não complicava, era muito bom a recuperar bolas e a organizar jogo. Fredrik era uma autêntica carraça, muito combativo, sempre colado aos adversários, era tmbém polivalente podia alinhar a médio esquerdo, médio interior esquerdo e defesa esquerdo. Capucho tinha a magia nos pés, era rápido, desiquilibrava, fazia optimos cruzamentos e jogava sempre a pensar no ataque. Por fim os dois pontas de lança seriam Gilmar e Ziad. Gilmar não era um jogador muito vistoso, nem era um fora de série, mas garantia sempre uma média de 10/12 golos por ano e era de uma entrega ao jogo inexcedível. Ziad tinha enorme qualidade, era um finalizador nato, tinha muita garra e uma optima capacidade de finalização.
   Para treinar uma equipa destas apenas poderia escolher um treinador, Quinito. Autor de expressões que ficaram celebres como: " Pôr a carne toda no assador" ou " Foi um jogo entretido". Era apologista do jogo bonito, do espetáculo e do futebol de ataque. Tinha uma ideologia na qual ainda hoje me revejo, dizia que para jogar bonito era necessário ter a bola e que quem tinha a bola estava sempre mais perto de ganhar do que de perder. Era um treinador que conseguia motivar os jogadores e os adeptos. Era um autêntico espectáculo dentro do espectáculo.
   Se fosse possível juntar todos estes jogadores numa só equipa certamente criariam uma equipa temível, uma equipa bem capaz de ganhar títulos. É certo que os tempos eram outros, mas estes são os jogadores que digo que são jogadores á Vitória. Eram jogadores que nos faziam sonhar, que nos davam alegrias e que levavam bem alto o nome do Vitória. Nestes tempos era frequente ouvir a crítica, nacional, dizer, de forma unânime, que o Vitória era a equipa que jogava melhor futebol em Portugal. Que saudades tenho destes tempos.
   Ao tentar perceber o porquê de termos tido equipas tão boas, e agora estármos num momento tão complicado, análisei esta equipa de sonho a ver se encontra algumas respostas. E não foi difícil descobrir algumas coisas. Esta equipa seria maioritariamente composta por jogadores portugueses, no onze títular estariam 6 portugueses. Logo os jogadores tinham uma noção mais exacta do que representava jogar no Vitória, havia uma maior identicação entre os jogadores e o clube. Coisa que nos dias de hoje não acontece, veja-se a equipa que jogou com o Beira-Mar, os portugueses eram uma clara minoria no onze. Nesta equipa de sonho todos os jogadores tinham um enorme sentido de equipa, jogavam em bloco como um todo, as movimentações eram colectivas, ninguém ficava parado a ver jogar ou a espera da bola. Depois nenhum destes jogadores recebia extraordinários salários, mas durante 90 minutos, todos os domingos, eram os homens mais felizes do mundo. Jogavam com alegria, com paixão pelo jogo e com uma dedicação extraordinária ao Vitória. Eram simples e humildes, não havia penteados exôticos, nem chuteiras coloridas ou corpos tatuados, havia a alegria de jogar futebol. Eram de uma dedicação exemplar, todos eles marcaram o seu tempo no Vitória e deveriam agora ser vistos como exemplos a seguir. Já para não falar que no onze titular desta equipa de sonho apenas um jogador não era internacional, o Geromel, todos os outros jogaram pelas suas selecções.
   Como eu gostava de voltar a sonhar a cada domingo, de voltar a ver verdadeiros espectáculos, de poder sorrir quando saio do estádio, como eu gostava que um dia o Vitória voltasse. Mas nunca irei desistir e apoarei sempre o Vitória, com a certeza de que dias ainda melhores do que os mencionados chegarão.

Mascote


   Há já muito tempo que defendo a existência de uma mascote no Vitória. Nos dias de hoje é essencial um clube ter uma boa politica de marketing. A imagem e as vendas resultantes de uma boa campanha de marketing são cada vez mais vitais para os clubes. Como é sabido o VItória têm um potêncial de mercado muito forte, pois normalmente os vitorianos aderem muito facilmente a tudo que seja do Vitória. Acredito por isso que o Vitória deveria pensar seriamente nesta área. Devia haver uma aposta clara no marketing e na promoção do clube.
   As mascotes são um símbolo que é utilizado em todo o mundo e em vários desportos. É possível ver-mos mascotes em jogos de futebol, basquete, futebol americano, rugby entre outros desportos. Este símbolo já não é uma novidade, é uma forma que cada vez mais clubes utilizam para se promoverem e para aumentarem as suas vendas. Uma mascote é também parte da identidade de um clube, pois passa a ser como que um embaixador do clube junto do público mais pequeno. Acredito assim que a utilização de uma mascote no Vitória seria certamente um sucesso.
   Já há alguns anos que o Vitória têm essa mascote, foi criada na comemoração dos 75 anos do clube, por Custódio Garcia. Na altura foi criada a mascote que se pode ver no lado esquerdo da imagem que ilustra este post. Deu-se então a essa mascote o nome de Super Afonso, nome que perdura e que é ainda hoje o nome da mascote do Vitória. Alguns anos mais tarde surgiu uma atualização da mascote, que resultou na imagem que está á direita na ilustração deste post. Uma mascote mais moderna, mais apelativa, para um publico mais pequeno, facilmente identificável e que combina as duas principais vertentes do clube, o seu simbolo D. Afonso Henriques e a prática de futebol. Esta mascote, para mim, resultou em pleno está extremamente bem conseguida. Prova disso mesmo é que na única aposta que se fez a mascote foi um êxito. Foram criados, há já alguns anos, uns bonecos de peluche e uns porta-chaves do Super Afonso e foram um sucesso de vendas. Rapidamente esgotaram, os vitorianos gostaram e compraram em grande quantidade a mascote do clube. Mas incompreensívelmente esta haveria de ser a única aparição da mascote do clube. Desde então nunca mais foi utilizada. Acredito que deveria ser feita uma aposta séria na mascote, afinal já se viu que esta foi bem acolhida pelos vitorianos e que é um símbolo do clube de que as pessoas gostam.
   Uma mascote têm inúmeras utilizações. Pode ser um elo de ligação aos mais pequenos, através da criação de bonecos de peluche, livros para colorir e toda uma linha de produtos infantis com a imagem da mascote, produtos desde recém-nascidos até aos nove, dez anos. Pode ser criado um boneco gigante que anime as bancadas antes do início dos jogos, podendo também esse boneco ser utilizado nas visitas ás escolas primárias. A imagem da mascote pode ser explorada como identidade do clube, como uma forma de atracção dos mais novos. Há várias coisas que se podem fazer com uma mascote. Mas de entre todas as funcionalidades, de uma mascote, acredito que a mais importante é permitir a criação de uma estratégia de marketing vocacionada para os mais novos. Através da mascote os mais pequenos podem realizar um primeiro contacto com o clube, podem aprender o que é o Vitória e podem aprender a ser vitorianos.
   O mais difícil que é a criação da mascote e a criação do seu nome está feito, quanto a mim com enorme sucesso, agora só falta mesmo que se olhe para este símbolo do clube e se consiga entender todo o potêncial que ele têm...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tenham Vergonha


   Li com a atenção o comunicado colocado no site do Vitória pelos Srs. Presidentes dos Orgãos Sociais, a única coisa que me ocorreu foi patético. Este é um comunicado vergonhoso, cobarde e patético. Primeiro acho que é vergonhoso estes senhores virem tentar fazer desta direcção uma vítima. Esta direcção não é vítima nenhuma, eles sim são os verdadeiros responsáveis por tudo o que se está a passar no Vitória. Já por diversas vezes os vitorianos demonstraram que nas horas difíceis estão ao lado da equipa. É certo que por vezes podem não o fazer da melhor forma, mas a verdade é que estão sempre lá. Já quanto a pessoas como Paulo Pereira, Luciano Baltar ou Alberto Oliveira, entre outros, pergunto-me onde estariam eles antes de serem da direcção. É que os verdadeiros vitorianos, a quem este comunicado gosta de fazer referência, estavam, estão e estarão sempre lá. Enquanto vitoriano é-me habitual ver muitas caras conhecidas, de há já muitos anos, quer nos jogos em casa quer nos jogos fora. Algumas dessas caras conhecidas vias pelas bancadas antes e depois de serem membros da direcção do Vitória, e a esses sim dou valor pois sempre apoiaram o clube. Estavam lá antes de irem para a direcção, estavam lá quando eram da direcção e lá continuam depois de terem saído da direcção, a esses sim reconheço vitorianismo e paixão. Mas quanto aos membros da actual direcção, não me lembro de ver nenhum deles nas bancadas antes de ser membro da direcção, a excepção de Emilio Macedo que as vezes lá surgia como convidado no camarote presidêncial. Mas dos outros não tenho qualquer memória. Recordo-me isso sim de ver Paulo Pereira aprecer numa fotografia com um caschecol do Benfica, penso que num jogo da liga dos campeões jogado em Liverpool. Percebo por isso porque não tenho memória de ver Paulo Pereira nos jogos do Vitória antes de ser da direcção, talvez estivesse mais preocupado com o Benfica.  Não consigo por isso aceitar que venham agora estes senhores defender a direcção e dizer que não podemos esquecer tudo o que já fizeram pelo clube. Concordo que não podemos ter memória curta, mas também não podemos ter uma memória selectiva.
   Segundo acho este comunicado patético porque, numa altura complicada da vida do clube, estes senhores aproveitam este comunicado para vitimizar quem lhes interessa vitimizar, e para de uma forma dissimulada atacarem quem lhes convêm atacar. É evidente o ataque a Pinto Brasil no ponto três deste comunicado,  "Infelizmente, alguns desses protagonistas preferem manifestar-se na praça pública, embora por vezes estejam presentes nas referidas AG’S, onde optam por se remeter ao silêncio, permitindo-nos questionar se tal postura deva ser entendida como falta de respeito pelo Clube e seus associados e que interesses servem tais comportamentos. Os do Vitória não são, com toda a certeza" . Fazendo uso da memória, como apelam estes senhores, recordo-me que estas foram mais ou menos as palavras utilizadas por Emilio Macedo quando recentemente respondeu a Pinto Brasil. Não sou defensor de Pinto Brasil e condeno também as suas atitudes nos últimos tempos, não me parece é que seja correcto estes senhores servirem-se de um momento tão delicado como o actual para fazerem ataques pessoais. Vindo depois enaltecer o trabalho feito por Emilio Macedo, "não esquecem tudo de bom que esta Direcção (e em particular o seu Presidente) tem feito pelo Clube nos anos em que está à frente dos seus destinos" ; "Neste enquadramento, vimos afirmar que a nossa opção é pela razão e manifestar de forma inequívoca todo o nosso apoio e solidariedade à Direcção do VSC". Solideriedade? Mas afinal esta direcção é vítima de quê? Que me consiga lembrar a única coisa de que esta direcção é vítima é da sua própria incompetência. As coisas nunca teriam chegado a este ponto se não fosse esta direcção. Nem no momento mais triste da nossa história recente, a descida de divisão, as coisas chegaram ao que agora chegaram. As coisas que estão a acontecer, estão a acontecer porque há actualmente um sentimento de total impunidade no Vitória. Há falta de um lider, que saiba comandar, que saiba estar presente, falta alguém que dê a cara, que comunique com os sócios. Alguém que nos explique o que se está a passar e que nos diga o que será feito para alterar as coisas. O vazio em que directivamente o Vitória caiu é que nos levou a momentos tão conturbados.
   Terceiro acho que este comunicado é cobarde, pois serve-se dos meios de comunicação oficiais do clube para defender alguns e atacar outros. Utilizam um meio que apenas lhes é acessível a eles, onde publicam o que quiserem e onde não poderão ser contestados. Escondem-se atrás dos cargos que ocupam para fazerem ataques pessoais, para se afirmarem verdadeiros vitorianos e para passarem a imagem de que a direcção é uma vítima. A isso apenas posso chamar um acto de cobardia. Até porque quanto ao facto de eles, os senhores do comunicado, serem os verdadeiros vitorianos não concordo. Porque verdadeiros vitorianos somos todos os que pagámos quotas, os que apoiamos o clube, os que estámos sempre lá nas horas boas e nas más. Verdadeiros vitorianos somos todos os que incontáveis vezes fazemos sacrifícios para poder apoiar a equipa, os que com maior ou menor esforço nunca desistem, os que nunca viram a cara á luta, aqueles que domingo após domingo durante uma vida inteira acreditam esses sim são os verdaddeiros vitorianos. Por isso digo que há momentos maus, por vezes até lamentáveis, mas que não sendo perdoáveis têm a atenuante do desespero que já há muito toda a família vitoriana têm vivido com tamanha incompetência. Porque ninguém é mais vitoriano do que ningém, ou se é vitoriano ou não se é.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Finalmente


   Finalmente os treinos do Vitória começam a realizar-se á porta fechada. Esta é uma ideia que já defendo há vários anos. Tal como a maioria dos vitorianos gosto de ir ver os treinos, mas reconheço no entanto que, o melhor para a equipa é treinar á porta fechada. Não pelo que se passou no início da semana, mas porque é de facto algo que já há muito devia acontecer. Os treinos á porta fechada dão outra tranquilidade á equipa, permitem abordar outros planos de treino que não convêm  ver-se, impede que os nossos adversários possam ir livremente assistir aos nossos métodos de trabalho e permitem em última análise um maior profissionalismo na forma de trabalhar. Ter treinos á porta fechada é já prática habitual em todos os grandes clubes mundiais. Ningém vai ver um treino do Barcelona ou do Manchester quando quer. Esses clubes determinam alguns dias em que os treinos são abertos e fora essas ocasiões ninguém entra. É certo que em Guimarães sempre houve o habito de ir até ao treino, mas os tempos estão a mudar e se os outros clubes fecham os treinos para obterem bons resultados, então o Vitória que os feche também. Enquanto vitoriano troco facilmente uns treinos por umas vitórias ao domingo.
   Foi pena que fosse necessário ocorrer uma situação tão grave para que finalmente se tomasse essa medida, mas o que realmente interessa é inverter o rumo que a equipa leváva, e  parece-me que esta é uma medida que vai nesse sentido. E depois teremos sempre um ou outro treino aberto e ai poderemos sempre ir ver o treino como tanto gostámos.

Previsível


   Como seria de esperar Faouzi está assustado com tudo o que se têm passado, chegando mesmo a demonstrar vontade em abandonar o Vitória. Depois de no final do jogo com o Beira-Mar Faouzi ter sido contestado por alguns adeptos á porta de sua casa, e depois de na passada terça-feira ter sido o principal alvo da lamentável invasão de campo no treino, Faouzi não quer permanecer no Vitória. Infelizmente consigo entender perfeitamente o jogador. Ele está cá para jogar futebol nada mais. Está num país que não é o seu, numa cultura que não é a sua e naturalmente sente-se assustado com as ocorrências dos últimos dias. Principalmente tendo sido contestado em casa, onde se encontrava com a sua mulher e o seu filho. É natural que depois destas situações o jogador tenha receio em permanecer, é também muito natural que não tenha agora condições psicológicas para jogar e é ainda muito natural que permanecendo no Vitória as suas exibições sejam mais fracas nos próximos tempos.
   Acho lamentável fazer-se este tipo de pressão a um jogador. Bem ou mal acredito que todos os jogadores fazem o seu melhor. Se depois têm ou não qualidade para jogar no Vitória é outra questão. É uma questão que já só diz respeito á equipa técnica que poderá ou não apostar no jogador. Agora o jogador não têm culpa de o terem contratado, certamente não pediu a ninguém para vir para o Vitória. Esta direcção é que viu em Faouzi qualidades para jogar pelo Vitória. A partir daí o jogador faz o melhor que sabe e consegue, se não for o suficiente para estar no Vitória a culpa não é sua mas sim de quem o contratou.
   Estes tipos de situações só prejudicam o Vitória, afectam todo o grupo de trabalho, criam instabilidade e causam mau ambiente. Não posso por isso concordar com o que se têm feito ao Faouzi. Na minha opinião ele até nem é jogador para o Vitória, mas não têm culpa disso. Se não é bom quem têm que ver isso é a direcção.
   Espero que não voltem a acontecer episódios tão lamentáveis com os nossos jogadores. Se estámos insatisfeitos, e temos todos os motivos para estar, temos que olhar para quem é realmente culpado por tudo isto, a direcção. Eles sim devem sair e devem ser contestados pelo péssimo trabalho que têm feito. Mais uma vez esta é uma triste situação que apenas nos leva a acreditar, cada vez mais, que Emilio Macedo apenas têm uma saída, a demissão.